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Definitivamente eu sou muito viciado em música.

Há quem me chame de "ser multimídia" e, de fato, eu concordo com isso (e olhe que não estou falando na parte dançante da coisa, né?).

Eu ainda acompanhei a época que não existiam os CDs no mercado brasileiro. Na casa da minha avó, minha tia tinha uma generosa coleção de vinis que iam de Gal Costa a Metallica.
Acredito eu que já devo ter falado, em algum post antigo, que eu ia pra casa da minha tia, no interior, e tinha SKY (a TV por assinatura) lá. Tinha uns canais de música... Eu escutava muito, principalmente a parte de Jazz Contemporâneo, e anotava os nomes das músicas. Nessa época o Napster já tinha caído fora e a gente usava um site chamado "Audio Galaxy" pra puxar as mp3.

Comecei a criar minha "infinita" lista de mp3. Ainda hoje tenho arquivos dessa época.

Depois comecei a valorizar o trabalho do artista, sendo assim, possuindo os álbuns na íntegra. Com isso, e os ouvidos apurados, comecei a escrever críticas sobre os álbuns e, posteriormente, sobre o artista e a evolução do som dele.

Entrei pra lista de colaboradores do blog JazzMan! (que, estamos aguardando a nova versão...) e foi um tempo ótimo onde pude escrever, ouvir, conhecer novos artistas.

Agora, meus amigos de músicas tem sido o last.fm e o Soulseek.

Com o sistema de tags do last.fm, ele acaba indicando artistas que tem a ver com o que você escuta normalmente. É uma enxurrada de música que não pára.

Muitas vezes chego a comprar os EP/Singles que não encontro no Soulseek (viva meu cartão de crédito internacional!).

Eu deveria ser DJ. Mas, o que eu 'toco' não se aplica aqui. A cidade de João Pessoa não tem uma cultura "café" como eu costumo dizer.

Às vezes é chato ser, ou parecer ser único que escuta 4hero, por exemplo, aqui.
Mas, eu continuo mergulhando fundo no que eu gosto, nos trabalhos que eu acho legais, nos sons que me emocionam, que me fazem sentir nostalgia.

Visitem meu last.fm aí: Clica aqui.



♫ Ouvindo: Miguel Migs - Those Things (Video Mix) [4:16]

Até então eu tinha todas as versões lancaçadas desse sonzão do Miguel Migs. Ontem eu fui ver o clipe, e a versão do clipe é bem diferente da original e a da extendida. E descobri mais a frente que é uma versão que não foi lançada em nenhum single/ep do Miguel. Eu tratei d epuxar o vídeo em HD e extraí o áudio. Eu não ia ficar sem essa versão bombástica aqui, né? :D

Tudo começou numa tarde, quando eu vi um cartaz na frente do SESC Centro. Não me lembro bem o nome do evento, mas tinha escrito "Hip-Hop" enorme. O evento era aqui no Centro mesmo.

Era a oportunidade de conhecer quem dançasse break. Nessas alturas eu já sabia de muita coisa. Já conhecia a cultura Hip-Hop, tinha algumas músicas... Tudo graças ao IRC. Nessa época era tudo mais complicado. Não tinha youtube nem orkut e as buscas eram feitas no cadê.

Enfim, chegou o dia do evento e me deparei com todos os elementos da cultura. Mas fiquei alí, olhando os 3 b.boys dançando.

Um deles veio ao meu encontro perguntar se eu dançava. Era o Miguel.
Conversei com ele e falei que já havia procurado bastante onde eu pudesse treinar algo. Pra minha surpresa, o Miguel dava aulas aqui, no meu bairro, numa ONG chamada "Casa Pequeno Davi".

Nesse dia eu conheci também o Guto e o Renan.

E assim comecei a dançar, enfim.
O engraçado é que, na minha primeira vez numa roda de break, eu já cheguei dançando.
Eu me sentia estranho, achava que não conseguia, que não sabia.
Miguel me dava bastante força.

E aí o vício começou.
Eu saía com Miguel e Renan. Dançávamos nas praças, na Lagoa sempre rolava quando a gente conseguia que um vendedor de cds piratas colocasse nossos cds pra tocar. Dançávamos sem música, no asfalto. Na calçada da casa da minha prima. Levava meu system, jogava o "dercoflex" no chão e tava feita a festa.

Continua...



♪ Ouvindo: Haji & Emanuel - Weekend (Vocal Mix) [8:23]

Esse som é da coletânea Disco Kandi 05.04. Eu sinto falta de um som assim tocando nas boates daqui...

Uma amiga minha, a Duda, chegou aflita no msn.
A conversa era mais ou menos assim:

- Iordan, hoje é meu último dia de internet!
- Fala sério. A internet vai acabar na sua cidade?
- Quase isso! Minha mãe vai passar o mês no interior e quer me levar junto.
- Ué? Não tem internet lá? -
Afinal, eu já sabia que ao menos coca-cola já tinha por lá...

- Não, só tem mato, cavalo... Sítio total!
- Ah, Duda! Eu entendo você. A gente consegue passar 1 dia ou dois no interior. É bom pra refletir, ler, ouvir uma música mais light. Mas a gente sempre sente uma falta de um computadorzinho, né?
- É isso mesmo! -
Concordando mesmo com o que eu falei.
- E junto com isso, vem a falta de um asfalto, uns prédios...


Essa é a vida do ser urbano.

Só pra constar: A Duda conseguiu não passar um mês com a mãe dela longe do mundo virtual. Ainda bem, néah?

♪ Ouvindo: Della Resse - I Got The Blues [3:27]

Ps: essa música é tão nostálgica... Ai, ai!




Boomp3.com

I feel it's time that we depart
For futures that means there's no start
All hopes and a sense that we may feel
'Cause peace has lost it's mass appeal

Concern has fostered change of mind
Now all that's certain is a passing of time
With patience gone, now greed prevails
Oblivion time we set sail

But it's not as bad as it may seem
For I know a place that's found in dreams
The visions in my mind let me see
That Heaven's gates may truly be
Where your inner soul is known to you
And spiritual ground is captured too
If you open your mind you'll be welcome to

Escape that (Going back)
Where there's no wrong
When life was strong

I was once told that nature's plan
Was God's way of looking after Man
That carelessness has a price to pay
Now all that's certain is Judgment Day

Mortality's doom has left a trail
At this moment it seems to fail
Selfishness has a destructive path
Regret be felt in the aftermath





Fugir para algo novo.
Onde não existam limites.
Onde o futuro parece não ter início...

* Ouvindo: 4hero - Escape That [5:23]

A música começa e entra pelos ouvidos.
Fecho os olhos e vejo a rua, os cafés, as pessoas andando.
O mundo real desaparece.
De repente não existe mais a noção do tempo. Esqueço de tudo viajando pelo mundo distante criado pela minha mente.
E na realidade só existem 2 pessoas: Eu e a música.
Ela me entende, me ajuda, me faz ser eu mesmo.
Minha companheira que me faz ir onde não posso.

Simplesmente viajo, sem sair do lugar.

"I know all we're doing is travelling without moving, can't stop, no."
Jamiroquai - Travelling Without Moving


* Ouvindo: Jaffa - Elevator [5:55]

E hoje eu começo minha série de postagens sobre "ser urbano". Músicas, fotos, textos... E tudo o que eu sinto o urbano. Urban Inside.

Eu sempre quis escrever algo que mostrasse essa minha paixão pelo urbano. As ruas, os viadutos, as estações de metrô, prédios...
Essa coisa toda me rendeu inclusive um álbum no orkut chamado "Urban".

Eu vou começar com uma música do Incognito, pra variar um pouquinho, que se chama "Smiling Faces":

"Everybody that you meet
People on the street
Going places
Music in the air
People everywhere
Smiling faces"

"Todo mundo que você encontra
Pessoas na rua
Indo para lugares
Música no ar
Pessoas em todos os lugares
Rostos sorridentes"




* Ouvindo: Incognito - Smiling Faces [5:10]

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